Se você não puder resumir o que tem a dizer em poucas palavras, é melhor ficar calado. Mas isso não significa que você não possa falar muito.
Não é verdade que aquele que fala muito tem pouco a dizer. Não necessariamente.
Há pessoas – como eu – para quem falar é uma compulsão e ser ouvido é uma necessidade quase vital. Herdei isso de meu pai. Achava que era um defeito. Mas descobri, bem cedo, que aquela estória de que em boca fechada não entra mosca tem o seu senão: não entra mosca, mas também não entra comida.
Falar muito é um grande problema quando não se tem nada que preste a dizer. É um problema para quem fala e para quem ouve. E é impressionante a quantidade de oportunidades, que as pessoas perdem, de ficar caladas. Por outro lado, antes falar demais do que não falar nada. As maiores guerras e os mais dramáticos conflitos interpessoais se travaram a partir do momento em que cessou o diálogo.
Como, então, resolver esse dilema?
Bom, cada um tem seu jeito. Eu, particularmente, quando percebi que, para mim, falar é quase tão importante quanto respirar, tratei de começar a aprender tudo o que pudesse sobre todos os assuntos com os quais tivesse contato. Já que não consigo mesmo ficar calado, é melhor que a minha fala valha mais do que o meu silêncio.