Habermas, na construção de seu modelo, preconiza a existência de uma sociedade pluralizada e profanizada. Definição mais simplista, impossível.
Para dar sentido a seus argumentos, o professor desenhou um gupo social onde: a) os atores não se guiam mais pela força da tradição; b) a autoridade sagrada não exerce mais o fascínio de outrora; c) os atores se movem com base em seus interesses ou convencidos pelo melhor argumento. E chama isso de “idealização”. Creio que “ficção” seria o termo mais adequado.
A comunidade pretendida por Habermas exclui, de cara, boa parte do continente africano – onde os costumes imperam -; causaria acessos de riso ao Papa Bento XVI, a todos os líderes cristãos de todas as vertentes imagináveis, aos sacerdotes de religiões africanas e suas vertentes em pelo menos três continentes, aos budistas, hinduistas e quantos mais “istas” existirem… e por aí vai. E, já que, no que restou, todos se movem – em última instância – pelos próprios interesses, a comunidade pretendida por Habermas exclui todo e qualquer ser humano – nascido e ainda por nascer.
Nos deparamos, então, com uma filosofia aplicável… a ninguém.
Ah, que falta faz o Stanislaw…